A Lumexia apareceu em meados de 2025 como "exchange" com token próprio, o OBSC, anunciado por comunicados pagos que a colocavam nos Estados Unidos, com licença de MSB no Canadá e nos Estados Unidos; nenhum desses textos está mais no ar e nenhum veículo de imprensa brasileiro noticiou a marca. O site cadastrado pela marca, lumexia.cn, foi capturado uma única vez, em julho de 2025, como modelo de "venda de token" ainda com texto de preenchimento; hoje não responde. Os aplicativos "Lumexia GLO", "Lumexia EXE" e "Lumexia INC" eram pacotes genéricos de calculadora e cronômetro rebatizados, e saíram da loja. O domínio lumexia.co, que um detector de sites apontou como suspeito, é de uma agência francesa de webinários e não tem relação com o esquema.
Não localizamos ato da CVM, do Banco Central ou de Procon com a marca. Ela aparece em quatro atos publicados no Diário da Justiça de Goiás em 2026, um deles sobre solicitação falsa em nome do BNP Paribas e dois classificados como "golpe do falso investimento"; são andamentos, não decisão.
O roteiro, como os relatos o descrevem
Um grupo de WhatsApp que se diz do BNP Paribas, com nomes como "Comunidade BNP Invest Brasil", começa com ações e passa a criptomoedas. A pessoa abre conta na Lumexia, compra o token OBSC, e depois DVAL, CLMT ou BIOQ, e é orientada a enviar USDC por um caminho específico. Pequenos saques saem; depois o "score" da conta é insuficiente, e para liberar cobram 20% do lucro, a um "Fundo Brasil Futuro Core". Em seguida a plataforma sai do ar e o grupo é apagado. O BNP Paribas é uma instituição real cujo nome foi usado indevidamente; nada aqui a liga ao esquema.
No Reclame Aqui, a página "Lumexia Exe" somava 38 reclamações em 29 de setembro de 2026; outras estão nas páginas da TDASX, do BNP Paribas e de uma casa de câmbio homônima, todas empresas ou marcas cujas páginas absorveram relatos que não são sobre elas.
Marcas irmãs
Relatos de junho de 2025 dizem que "mudaram a Criptoauge para Lumexia"; a TDASX aparece na mesma cadeia. Cada uma tem a própria página neste registro.
O que as fontes deixam afirmar, e o que não deixam
Deixam afirmar: que os domínios e aplicativos saíram do ar; que os aplicativos eram pacotes genéricos rebatizados; que a marca aparece em atos judiciais de 2026; que dezenas relataram publicamente o mesmo roteiro. Não deixam afirmar: quem são os responsáveis, o total perdido, a sede nos Estados Unidos ou a licença de MSB, que vêm só de comunicados pagos. Nenhum nome de pessoa entra aqui.
Se você caiu
Registre boletim de ocorrência com comprovantes e prints do grupo. Se enviou Pix, peça ao banco o Mecanismo Especial de Devolução. Se enviou USDC ou outra cripto, a consulta de carteira da CyberX é gratuita. Guarde o endereço de destino, a data e o valor de cada envio.
Sites, perfis e contas ligados ao golpe
Com o período em que apareceram nos relatos. Copie e compare com o que você recebeu.
Atos públicos sobre este golpe
Ainda não há relatos sobre Lumexia
Esta página nasceu de alerta de autoridade ou da apuração da CyberX. Se você caiu, ou conhece quem caiu, seu relato pode ser o primeiro e muda o que a página consegue mostrar.
Fontes
- Reclamações sobre a Lumexia Exe, Reclame Aqui, consultado em 29 de setembro de 2026 (corroboração, não fonte).
- Reclamações na página da TDASX, Reclame Aqui, consultado em 29 de setembro de 2026 (corroboração).
- Diário da Justiça de Goiás, edições de 30 de janeiro, 7 de maio e 18 de maio de 2026 (atos judiciais que citam a marca).
- Arquivo do site lumexia.cn no Internet Archive (julho de 2025), catálogos de aplicativos Android e registros de domínio consultados em 29 de setembro de 2026.
Isto é um registro de relatos triados pela CyberX; não é decisão nem prova. Identificadores aparecem com o período em que foram informados. Alertas de autoridade linkam o ato público. A CyberX atua em inteligência digital aplicada à investigação — OSINT, rastreamento on-chain e antifraude. Este conteúdo é informativo e não constitui orientação jurídica.
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